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Árbitro Guilherme Locatelli fala sobre a expectativa para a convocação às Olimpíadas 01/02/2021 17:55

Na última sexta-feira (29), o árbitro FIBA Guilherme Locatelli realizou seu teste físico para pleitear a uma vaga nas Olimpíadas de Tóquio, no Japão. O árbitro catarinense percorreu 86 trechos de 20 metros com velocidade progressiva durante dez minutos, totalizando 1,72 km. O teste foi realizado em Florianópolis, no Ginásio da Fundação Catarinense de Assistência Social (Fucas) que cedeu gentilmente o espaço, e teve o apoio do diretor Técnico da Federação Catarinense de Basketball, Luiz Gastão Dubois, e do assessor de imprensa da FCB, Lucas Inácio.

Convocado em março de 2020 para participar da edição que seria realizada em julho daquele ano, Locatelli e os demais árbitros foram desconvocados pela FIBA após o adiamento dos jogos. Agora a entidade máxima do basquete realiza uma nova convocação para os jogos, por isso a exigência de novos testes. Com o bom resultado do teste de sexta-feira e seu histórico recente nas competições internacionais, o árbitro está confiante para participar de sua segunda Olimpíada.

Nesta semana, Locatelli vai ao Rio de Janeiro onde apita uma partida pelo Grupo B da Champions League Américas de basquete de olho nesse objetivo. Confira abaixo a entrevista com o árbitro que falou sobre a importância da preparação, caminho a Tóquio e as expectativas para os Jogos de 2021.

A exigência do teste é bem alta e a gente vê que se fala muito sobre a preparação do árbitro. Qual a importância disso pra condução de um basquete cada vez mais rápido?
Hoje em dia o basquete está cada vez mais rápido, dinâmico, com menos interrupções, os atletas estão mais físicos e isso faz com que o jogo fique muito mais veloz e vai exigindo cada vez mais da arbitragem. A questão da intensidade do teste, não é que a gente vá ser submetido a um esforço daquele numa partida de basquetebol normal, mas é justamente para te forçar a ter um preparo físico capaz de passar naquele teste porque em uma situação de jogo você vai chegar ao final sem uma fadiga intensa e com capacidade plena de raciocinar e pensar. Isso é o que compromete, quanto mais cansaço, menor a capacidade de raciocinar e tomar decisões corretas nos momentos mais importantes do jogo, que é no final da partida.

Como vai ser o caminho até as Olimpíadas? Quais competições você participa até lá e quais outras etapas de preparação?
Caso a convocação se confirme, o caminho tem a preparação individual física e técnica, mas algumas competições até lá para nos deixar mais preparados para os Jogos. Nacionalmente tem o NBB, que começa o segundo turno agora, e o Campeonato Brasileiro da CBB na próxima semana. Internacionalmente tem a Champions League das Américas que começa nessa semana – vou para o Rio inclusive para uma das etapas – e é uma competição que reúne as melhores equipes do continente para definir o campeão das Américas. E além disso tem o Pré-Olímpico Mundial, que seria uma repescagem para as Olimpíadas com quatro sedes ao redor do mundo, mas isso depende de convocações da própria FIBA.

Como tão as expectativas para participar dos Jogos nesse ano após tudo o que aconteceu?
Tem que ver se confirma a convocação antes, mas a expectativa é maior ainda por conta de tudo que aconteceu, esses Jogos vão servir como um marco da retomada da sociedade, celebrar um pouco a existência humana, pois o mundo passou e ainda está passando por muitas dificuldades, a expectativa é de que até lá as coisas estejam melhores ainda e isso gerou muita ansiedade sobre como vai ser. Sendo a minha segunda Olimpíada, não tem aquela sensação de novidade, mas não deixa de ser uma Olimpíada e, a partir da confirmação, tem a incerteza de como vão ser os Jogos e como o mundo vai enxergar isso. Vai ser bem legal, minha expectativa é essa, de ser convocado novamente e estar lá para presenciar esse momento que não é só do basquete, nem só do esporte, mas da sociedade como um todo.

Texto foto e arte: Lucas Inácio / FCB

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